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Archive for the ‘Vinil Virtual’ Category

Humberto Gessinger

Pra ser sincera eu poderia contar a história da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, mas isso vocês podem encontrar no Wikipédia. Na verdade, eu só gostaria de comentar um pouco sobre Humberto Gessinger e sua banda, que parecem estar tão longe e tão distante da mídia, mas muito perto de quem realmente gosta de ouvir suas canções.

Ter um artista vivo como HG, e de um conhecimento ávido e sagaz na nossa música brasileira é de extrema importância. Sua simplicidade e sua percepção de mundo são visíveis em suas letras e na sonoridade de suas canções.

Não vemos EH nas capas de revistas ou nas paradas de sucesso, mas sutilmente suas obras são conhecidas e assimiladas não apenas por ser uma boa música, mas por conter bons poemas.

O que mais destaca-se em suas canções são as palavras, jogadas não verborragicamente, mas compostas em um jogo de ideias e performances, propondo uma variação lingüística.

Seus trocadilhos nos fazem refletir, e a magia de suas composições estão exatamente em nos fazer pensar, já que suas letras são extremamente atemporais. É notável a presença do pós-guerra em suas canções: crítica aos meios de comunicação massivos, banalidades, amores desiludidos e alusões estão presentes em suas músicas. Coisas tão próximas do nosso cotidiano e ao mesmo tempo tão distantes dos nossos pensamentos.

Entre o racional e o emocional, com HG todos os paradoxos fazem sentido e juntos também conseguimos perceber nossas paranóias ou a falta delas.

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Nação Zumbi

 Quando se fala em movimento mangue, logo vem à cabeça Chico Science e Nação Zumbi, um dos precursores e ícones do movimento. E não há como não pensar, afinal, esses foram grandes idealizadores e responsáveis por esse novo movimento.

O mangue é o símbolo da fertilidade, diversidade e riqueza, um ótimo nome para dar a um movimento que busca procriar um pensamento em busca de mudança social.

O movimento mangue foi mais que um estilo musical, foi uma mudança de atitude de muitos jovens que puderam perceber que ainda havia algo para lutar e, graças a esses novos pensamentos os mangueboys e as manguegirls se tornarem os caranguejos com cérebro, criando uma evolução nas artes, vestimentas, cinema, enfim, uma grande produção cultural.

Depois da Tropicália e do Rock Nacional a música mangue foi um dos últimos movimentos marcantes do Brasil com grande ideologia. Músicas com foco na miséria, caos urbano, conflitos étnicos e expansão da consciência, as letras atemporais nos fazem refletir sobre o cenário suburbano que se encontra o nosso país. E para quem nunca vivenciou ou passou por isso, pode perceber e sentir a necessidade de uma mudança social ouvindo apenas Nação Zumbi.

Uma mistura de anarquia e punk rock, música da periferia, hip hop, eletrônica e maracatu com uma pitada folclórica brasileira e uma batida eletrônica cria uma mistura infinita de som e único para nossos ouvidos.

Esse é o movimento manguebeat, com uma pitada de psicodelia podemos considerar esse um Tropicalismo pós-moderno, com uma mistura de ritmos e grandes ideologias e, principalmente as cores vibrantes que fazem a alegria do movimento que mesmo percebendo os pontos negativos da sociedade, ainda tem forças para lutar e otimismo por um mundo melhor.

Apesar da crítica à mídia manipuladora, Nação Zumbi e o manguebeat só chegaram ao topo graças à mídia de massa e, é nesse momento que percebemos que a mídia de massa também pode nos influenciar a ouvir coisas boas e refletir sobre a mensagem que é transmitida.

É por isso que precisamos viver em um mundo mais mangue, onde a consciência é livre para se expressar e entender o que acontece a seu redor. Uma consciência de atitude e pensamentos atemporais, onde uma juventude viva em uma Nação Zumbi que luta pelo bem, trabalha dignamente, não tenha preconceitos e respeita as miscigenações.

O nosso ambiente de caos é resultado de um crescimento mal planejado, ansioso e impulsivo, mas com ideias criativas e grandes percepções, o mundo mangue nos torna seres pensadores.

Todo último domingo do mês acontece no Shopping Metrô Tatuapé o projeto “Domingo Musical” em parceria com a rádio Alpha FM  e quem monstrou todo o seu talento desta  vez foi a cantora Ana Cañas e eu estive lá.
 
No show ela apresentou músicas do seu novo disco “Hein?”, que terá show de lançamento em setembro e também “Amor e Caos” que compõe seu primeiro cd. 

Show Metrô Tatuapé

Eu conheci a cantora a pouco tempo, quando vi seu vídeo clipe “Devolve Moço” que tem um “Q” de jazz, a arte é muito bacana e sua voz e composições mostram que ela realmente é uma ótima cantora.
Confira o vídeo que me encantou http://www.youtube.com/watch?v=X0rzP8gpoCY
Música para meu ouvidos.

Música para meus ouvidos.

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