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Archive for the ‘Eu fui lá’ Category

Quem tem medo do Curupira?

A peça de teatro “Quem tem medo do Curupira?” é um musical infantil escrita pelo cantor e compositor Zeca Baleiro, nos leva a refletir sobre o mundo em que vivemos, no qual os valores folclóricos são perdidos e a cidade se torna lugar do medo e do temor.

Com Saci, Iara, Boitatá, Caipora e Curupira, a peça mostra como o folclore brasileiro está sendo esquecido. As pessoas não temem mais os bichos da mata, ela já não é mais assustadora, quanto uma cidade iluminada, no qual o caos predomina.

Hoje em dia, as personagens do folclore estrangeiro, como vampiros e bruxas, por exemplo, estão mais presentes no nosso dia a dia do que as próprias figuras da nossa cultura.

Os mais velhos, principalmente do interior, sempre acreditaram no nosso folclore. Hoje com a maioria das pessoas morando na cidade, os meios tecnológicos dominando, e as crianças mais espertas e entrando cada vez mais cedo em um mundo adulto, preocupam-se muito mais com a própria imagem e beleza do que com o imaginário.

A perda dos princípios e valores familiares – mães que abandonam filhos, filhos que matam pais, doenças psicológicas, estresse e a correria do dia a dia – fazem com que as pessoas desacreditem da fantasia e deixem o mundo mágico de fora, e passam a viver uma realidade fria e sem maiores perspectivas.

Com roubos, assaltos, estupros e todas as outras maldades da urbanização, peças pregadas por personagens folclóricos tornam-se ingênuas em comparação a esses fatos.

Na peça, as personagens percebem que estão sendo esquecidas e que não conseguem amedrontar mais ninguém. Então, decidem ir para a cidade para saber o que está acontecendo com as pessoas, que estão se distanciando cada vez mais da natureza.

“Quem tem medo do Curupira”, a peça mesmo que pequena, tem uma grande produção. É perceptível a preparação dos atores, tanto com o corpo, quanto com a voz. Cenários e efeitos visuais trazem ao palco a magia, não só da própria peça, mas também do teatro que tem como objetivo levar o espectador para outro mundo, o mundo do fantástico e da reflexão.

A peça acontece no Teatro Ruth Cardoso, em frente ao metrô Trianon Masp. Última apresentação dia 12/12.

Vocês acham que os valores da nossa cultura estão se perdendo?

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Marilyn feita por Warhol

 Andy Warhol é um ícone da Pop Art. Sempre utilizando em suas obras ícones da cultura de massa, desde estrelas como Marilin Monroe até o presidente Kennedy e inclusive o Pelé, até produtos de consumo como a Coca-Cola e as sopas Campbells. 

Warhol era um grande artista, além de artista plástico, ele também era cineasta, fez anúncios para grandes marcas e chegou a empresariar a banda Velvet Undergroud, uma das primeiras bandas punks da década de 60 nos EUA. Muitas de suas obras eram feitas em serigrafia. Sempre utilizando temas que faziam parte do cotidiano, suas obras eram sempre feitas em série, para mostrar o crescimento do consumo. 

Warhol soube captar a essência da Pop Art, uma arte comercial, uma arte onde todos podem ter acesso, uma arte compreensível, uma arte cotidiana, uma arte publicitária. Mas foi essa arte, muito criticada na época por não ser erudita que muitos filmes e fotografia passsaram a ser mais valorizados.

Para que todos tenham acesso a sua obra está sendo realizada uma Exposição na Estação Pinacoteca perto da estação da Luz (não confundir com a Pinacoteca). A exposição conta com 44 filmes, entre eles, Sleep (Sono), seu primeiro filme criado em 1963 com duração de mais de 5 horas; 26 pinturas, 58 gravuras, 39 fotos, inclusive seus auto-retratos como Drag Queen e duas ilustrações .

A exposição irá até o dia 24 de maio, o valor é R$ 6,00, meia estudante e gratuito aos sábados. 

@menteflutuante feita por Vinícius Urbani

O Anima Mundi é um  festival de animação que acontece todos os anos em São Paulo e no Rio de Janeiro. No evento, mostra de curtas metragens são abertas para votação do público que têm o direito de dar sua pontuação nos filmes para conquistarem o grande lugar no pódio.

Eu estive lá e assisti alguns dos filme que compunham o Curtas 15. Entre eles estavam:

  • La Pesta peste_negraO filme é uma adaptação do romance de Albert Camus, onde uma cidade é dominada por uma epidemia. Na narrativa é possível sentir o desespero das personagens em relação a epidemia com a ajuda do impacto causado pela sonaplastia, com isso fica perceptível como o ser humano é vulnerável a condição humana.

 

  • BirthbirthUtilizando muitas metáforas, o filme Birth conta a história de uma garota  que engravida aos 17 anos e tem medo de dar a luz. O filme retrata exatamente a realidade das garotas que engravidam cedo, porque se apaixonam cedo e não têm diálogo com os pais. De maneira cômica, Birth consegue transmitir a mensagem monstrando exatamente como essas garotas sentem-se diante desta situação.

 

  • Cômodo 8210O único filme brasileiro que participou do Curtas 15. Cômodo mostra a banalização da morte. Pessoas são mortas o tempo todo ao nosso lado, mas nem nos damos conta.

Ainda fizeram parte do Curtas 15: o curta Burning Stage, Sapmi e Wallace and Gromit: A Matter of Loaf and Death, um dos campeões do Festival.

Na última terça-feira Marcelo Tas apresentador do programa CQC esteve na Universidade Anhembi Morumbi participando do III Fórum de Profissão, ministrando uma palestra sobre “Inovação: a criatividade na Era Digital.”

Marcelo Tas

Marcelo Tas

Marcelo Tas é super reconhecido. Me ensinou que “Porque sim, não é resposta”, me colocava medo com o Professor Tibúrcio quando eu era criança, está entre os 5 twitteiros mais seguido, foi editor de um jornal anarquista nos seus tempos de faculdade, sem contar que ele está na TV desde que tinha cabelo. Enfim, muitos são os fatores que me levaram a assistir sua palestra.

Tas mostrou para os jovens o quanto a internet é importante hoje e o quanto ela contribui para as mudanças da sociedade.

Com o mundo da internet tudo é rápido, o agora já é passado e devido essa constante mudança não devemos estacionar, precisamos ter a mente aberta para essas novas “mutações”.

Como o foco era internet, a grande questão era a interatividade que este meio pode nos proporcionar. Antes o conteúdo era levado para o indivído e assim cada um esperava ansiosamente para saber as notícias do mundo. Agora, o indivíduo busca o conteúdo e por isso as informações devem estar prontas, para que “quando este sinta fome, a comida esteja pronta.”

Quando a TV surgiu houve rumores de que o rádio desapareceria, com a internet falou-se que os livros seriam extinguidos. Ao contrário do que se pensa, essas novas ferramentas não vieram  para destruírem uma a outra, mas para integrar-se com todos os outros meios de comunicação.

Todo último domingo do mês acontece no Shopping Metrô Tatuapé o projeto “Domingo Musical” em parceria com a rádio Alpha FM  e quem monstrou todo o seu talento desta  vez foi a cantora Ana Cañas e eu estive lá.
 
No show ela apresentou músicas do seu novo disco “Hein?”, que terá show de lançamento em setembro e também “Amor e Caos” que compõe seu primeiro cd. 

Show Metrô Tatuapé

Eu conheci a cantora a pouco tempo, quando vi seu vídeo clipe “Devolve Moço” que tem um “Q” de jazz, a arte é muito bacana e sua voz e composições mostram que ela realmente é uma ótima cantora.
Confira o vídeo que me encantou http://www.youtube.com/watch?v=X0rzP8gpoCY
Você já esteve aqui?

Você já esteve aqui?

Eu fui lá é uma categoria onde indicarei lugares que estive. Pode ser um museu, parque, exposições… um momento de lazar ou trabalho em que estive presente.