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Inusitado, colorido, irreverente, glamour, beleza, bizarro, fantasia, absurdo, exagero, humor, ironia, surreal, nudez, sexo, pop, atraente, extravagante, polêmico e ousado.

Definições não faltam para descrever David LaChapele, fotógrafo estaduniense, nascimento em 1969.

Além de estudar arte, LaChapelle iniciou seu trabalho fotográfico com a revista Interview, que tinha como fundador Andy Warhol.

Foi entre as décadas de 80 e 90 que LaChapelle começou a ser reconhecido.

O fotógrafo já trabalhou em revistas como: Vogue, Vanity Fair e Rolling Stones. Na publicidade, marcas como L’Oreal, MTV e Ford estão no seu currículo. Além dos retratos com famosos, entre eles: Madonna, Elton John e Mariah Carey.

LaChapelle também seguiu a carreira de diretor de vídeo-clipes, trabalhando com algumas cantoras famosas, entre elas: Avril Lavigne, Jennifer Lopez e Christina Aguilera.

Com ensaios bem elaborados e dirigidos, raramente as fotos de LaChapelle são espontâneas. Outra característica, é que suas fotografias fazem críticas à sociedade conservadora, tornando-se assim um artista polêmico.

Muito visual, as obras de LaChapelle que a princípio parecem o caos, são limpas e nítidas e suas personagens estão sempre se comunicando com o corpo, não de uma forma ereta ou neutra, mas sempre se assemelhando à animais.

Uma das maiores características de David LaChapelle são as cores saturadas, sempre fortes e vivas que geram um grande contraste, além da luz que deixa suas imagens surreais. Indo satiricamente para o mundo do absurdo, compondo uma fantasia perfeita e fugindo do senso-comum.

Madonna, Rolling Stone, July 23, 1998

Mais fotos, podem ser vistas no site do fotógrafo: http://www.lachapellestudio.com/

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Humberto Gessinger

Pra ser sincera eu poderia contar a história da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, mas isso vocês podem encontrar no Wikipédia. Na verdade, eu só gostaria de comentar um pouco sobre Humberto Gessinger e sua banda, que parecem estar tão longe e tão distante da mídia, mas muito perto de quem realmente gosta de ouvir suas canções.

Ter um artista vivo como HG, e de um conhecimento ávido e sagaz na nossa música brasileira é de extrema importância. Sua simplicidade e sua percepção de mundo são visíveis em suas letras e na sonoridade de suas canções.

Não vemos EH nas capas de revistas ou nas paradas de sucesso, mas sutilmente suas obras são conhecidas e assimiladas não apenas por ser uma boa música, mas por conter bons poemas.

O que mais destaca-se em suas canções são as palavras, jogadas não verborragicamente, mas compostas em um jogo de ideias e performances, propondo uma variação lingüística.

Seus trocadilhos nos fazem refletir, e a magia de suas composições estão exatamente em nos fazer pensar, já que suas letras são extremamente atemporais. É notável a presença do pós-guerra em suas canções: crítica aos meios de comunicação massivos, banalidades, amores desiludidos e alusões estão presentes em suas músicas. Coisas tão próximas do nosso cotidiano e ao mesmo tempo tão distantes dos nossos pensamentos.

Entre o racional e o emocional, com HG todos os paradoxos fazem sentido e juntos também conseguimos perceber nossas paranóias ou a falta delas.

Quem tem medo do Curupira?

A peça de teatro “Quem tem medo do Curupira?” é um musical infantil escrita pelo cantor e compositor Zeca Baleiro, nos leva a refletir sobre o mundo em que vivemos, no qual os valores folclóricos são perdidos e a cidade se torna lugar do medo e do temor.

Com Saci, Iara, Boitatá, Caipora e Curupira, a peça mostra como o folclore brasileiro está sendo esquecido. As pessoas não temem mais os bichos da mata, ela já não é mais assustadora, quanto uma cidade iluminada, no qual o caos predomina.

Hoje em dia, as personagens do folclore estrangeiro, como vampiros e bruxas, por exemplo, estão mais presentes no nosso dia a dia do que as próprias figuras da nossa cultura.

Os mais velhos, principalmente do interior, sempre acreditaram no nosso folclore. Hoje com a maioria das pessoas morando na cidade, os meios tecnológicos dominando, e as crianças mais espertas e entrando cada vez mais cedo em um mundo adulto, preocupam-se muito mais com a própria imagem e beleza do que com o imaginário.

A perda dos princípios e valores familiares – mães que abandonam filhos, filhos que matam pais, doenças psicológicas, estresse e a correria do dia a dia – fazem com que as pessoas desacreditem da fantasia e deixem o mundo mágico de fora, e passam a viver uma realidade fria e sem maiores perspectivas.

Com roubos, assaltos, estupros e todas as outras maldades da urbanização, peças pregadas por personagens folclóricos tornam-se ingênuas em comparação a esses fatos.

Na peça, as personagens percebem que estão sendo esquecidas e que não conseguem amedrontar mais ninguém. Então, decidem ir para a cidade para saber o que está acontecendo com as pessoas, que estão se distanciando cada vez mais da natureza.

“Quem tem medo do Curupira”, a peça mesmo que pequena, tem uma grande produção. É perceptível a preparação dos atores, tanto com o corpo, quanto com a voz. Cenários e efeitos visuais trazem ao palco a magia, não só da própria peça, mas também do teatro que tem como objetivo levar o espectador para outro mundo, o mundo do fantástico e da reflexão.

A peça acontece no Teatro Ruth Cardoso, em frente ao metrô Trianon Masp. Última apresentação dia 12/12.

Vocês acham que os valores da nossa cultura estão se perdendo?

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O filme Favela Rising dirigido pelos dois americanos Jeff Zimbalist e Matt Mochary na verdade é um documentário que narra a trajetória do grupo AfroReggae, que vence as tragédias da favela do Vidigal no Rio de Janeiro e tiram jovens da criminalidade, mostrando a eles que é possível vencer na vida e se superar através da música.

O AfroReggae é mais que um grupo musical é uma ONG que visa a inclusão social através da arte e da cultura, trabalho este que deveria ser feito pelo estado.

No documentário é possível visualizar o quanto a favela é esquecida, menosprezada e abandona. Um espaço social que vive em constante mutação é sempre visto como um lugar inapropriado e criminalizado. As pessoas esquecem que ali, também moram famílias dignas e trabalhadoras, que não tiveram oportunidade para estar em um lugar melhor.

O abandono existente nas favelas mostra para os jovens o que é o sentimento de ódio, de excluído, de medo. Isso os leva a entrar para o mundo do tráfico, o mundo da violência. Para eles, ser do crime é alcançar status, é ter poder, ser alguém na sociedade, mesmo sabendo que esse poder dura pouco, que a vida acabará cedo ou passará o resto dela atrás das grades.

Todos falam que, quem é da favela não tem cultura, mas eles não têm essa cultura porque ela é elitizada e não chega para esse núcleo da cidade. Por isso, a favela cresceu, evoluiu, os bandidos tomaram conta. E para esses traficantes é mais lucrativo entrar para o crime e ganhar R$ 600,00, por dia do que trabalhar o mês inteiro em um subemprego de forma digna para ganhar o mesmo valor.

É provado, o tráfico traz dinheiro e ninguém fica rico simplesmente pelo fato de que policial é quem ganha o dinheiro. A polícia que deveria contribuir de uma forma cidadã inverte seus valores, na verdade está no mesmo nível dos traficantes, são corruptos, levam armas e drogas para as favelas. Por isso, sofrem preconceito e assim como os morados das favelas que são excluídos, os policiais são mal remunerados e mal qualificados – há sempre uma revolta.

Para as crianças, não há oportunidades. Crescer ouvindo sons de tiros, não é a mesma coisa que ouvir sons de canções de ninar. Não há o que fazer, não há para quem recorrer, não há perspectiva de vida, não há consciência para que novos caminhos sejam traçados. Só resta o mundo da criminalidade, que é a única coisa sedutora da favela.

Em suma, Favela Rising mostra a dualidade entre o bem e mal e como este pode ser superado através da luta, da esperança. Basta acreditar.

 

Rede Social é algo novo que está entrando no mundo corporativo, por isso, algumas empresas sentem dificuldade em partir para essa área, por não saber como agir ou até mesmo por ter dificuldade em saber como contratar um profissional e qual o valor do seu salário.

Devemos lembrar que Rede Social são pessoas e Mídia Social é o conteúdo gerado por essas pessoas.

Por se tratar de um tema novo, há poucas pessoas especializadas. Até mesmo na grade curricular dos cursos de comunicação, este ainda não é um tema presente. Por isso, muitas empresas estão em busca de jovens, que sejam espertos, que saibam se comunicar, que escrevam bem e que utilizam essas redes diariamente.

Mas estar presente nas redes sociais, não significa que estas empresas estão fazendo alguma coisa. É preciso mais que isso, é preciso estar atenta ao que o consumidor fala sobre a marca e aproveitar as oportunidades para ganhar uma vantagem competitiva em relação ao concorrente.

Para essas empresas, é importante destacar:

  • Quem não está nas redes sociais, não está “antenado”;
  • As pessoas se preocupam mais com o status de quantidade de amigos ou seguidores do que com a qualidade;
  • As pessoas precisam saber transformar a informação em conhecimento, para isso, é preciso gerar informação com conteúdo relevante;
  • Empresas sérias precisam ser tornar mais simpáticas, ter humor e serem humildes;
  • As empresas não podem ter medo, isso faz com que elas fiquem distante dos consumidores;
  • As marcas precisam ser ousadas;
  • Antes de entrar nas redes sociais é preciso fazer um plano de comunicação. O importante não é só estar na rede é preciso saber gerar valor para a marca;
  • Números não são tão importantes, quanto o retorno do público;
  • Estratégia para sua marca – é preciso saber:
    o Objetivo
    o Em que rede irá atuar
    o Com qual freqüência
    o Mensagem
    o Definir quem fará o quê

Bem, agora todos já sabemos. Rede Social é a tendência, não há como escapar, mas também não as use de qualquer jeito. Saiba como atuar e mais, saiba qual o seu objetivo e o que você quer atingir com essas redes.

Desde 1990, temos observado uma grande mudança comportamental na sociedade mundial e o principal fator é a internet.

Bem, me sinto honrada, pois nasci justamente quando tudo começou e tenho acompanhado essa evolução tecnológica.

Podemos dizer que as redes sociais foram às ferramentas que deram um “Boom” na internet, elas conseguiram transformar o comportamento de muitas pessoas, principalmente da famosa “Geração Y” (tema a ser comentado em um próximo post), uma geração disposta, que faz muitas atividades simultaneamente é exigente e participativa.

Com as redes sociais as pessoas se tornaram mais atuantes e livres, pois descobriram um espaço para dar opiniões e falar de suas vidas livremente.

Orkut, Blog, Twitter, Facebook, MSN, Flickr, Myspace, Delicius, Youtube… são as redes sociais de massa, no qual todos estão, falam, conhecem e participam.  Mas podemos ir mais além, hoje estamos vivendo um mercado segmentado com produtos personalizados e as redes sociais não ficariam fora dessa.  Já temos o SKOOB, específico para pessoas que gostam de leitura; o Beautifulpeople no qual apenas pessoas bonitas são aceitas para participar da rede e os feios são excluídos… Opções é o que não falta, temos redes sociais para todos os tipos de pessoas.

Essas novas redes permitiram um novo jeito de se comunicar, pessoas conversam simultaneamente sobre diversos assuntos, trocam ideias, expõem gostos e opiniões, divulgam e geram o seu próprio conteúdo.

Antigamente, éramos apenas receptores, recebíamos a informação e o máximo que podíamos fazer era divulgar de boca em boca. Hoje é permitida uma “viralização”, podemos gerar nossa própria informação e divulgar todas as outras nas mais variadas ferramentas.

Na verdade, sempre nos comunicamos. Desde o tempo das cavernas os homens já utilizam a pintura rupestre como uma forma de expressão para comunicar-se com os outros, com o tempo ainda tivemos comunicação por fumaça, pombo-correio, carta, telégrafo… Enfim, nos comunicamos sempre, mas de formas diferentes, é uma questão de adaptação.

Eu sei que é tosco, mas é só para descontrair um pouquinho.

Anos 60

Anos 70 – Pô meu, pega leve. Não entra em deprê, sai desse bode velho. Se entrar pelo cano, vai ter que encarar uma barra.

Anos 80 – Ô meu, pega leve que esse negócio é muito brega.

Anos 90 – Ah, eu tô maluco. Tenho que ir numa balada zoar  e azarar uns filé que é de lei. Só não posso pegar baranga para não queimar meu filme.

Anos 2000 – Tô boladão. A casa caiu, vou ter que dar um perdido, mas me chamaram para um rolê.

Anos 2010 – Dorgas manolo, si pá nóis vai veio.

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