menteflutuante

Archive for julho 2009

Na última terça-feira Marcelo Tas apresentador do programa CQC esteve na Universidade Anhembi Morumbi participando do III Fórum de Profissão, ministrando uma palestra sobre “Inovação: a criatividade na Era Digital.”

Marcelo Tas

Marcelo Tas

Marcelo Tas é super reconhecido. Me ensinou que “Porque sim, não é resposta”, me colocava medo com o Professor Tibúrcio quando eu era criança, está entre os 5 twitteiros mais seguido, foi editor de um jornal anarquista nos seus tempos de faculdade, sem contar que ele está na TV desde que tinha cabelo. Enfim, muitos são os fatores que me levaram a assistir sua palestra.

Tas mostrou para os jovens o quanto a internet é importante hoje e o quanto ela contribui para as mudanças da sociedade.

Com o mundo da internet tudo é rápido, o agora já é passado e devido essa constante mudança não devemos estacionar, precisamos ter a mente aberta para essas novas “mutações”.

Como o foco era internet, a grande questão era a interatividade que este meio pode nos proporcionar. Antes o conteúdo era levado para o indivído e assim cada um esperava ansiosamente para saber as notícias do mundo. Agora, o indivíduo busca o conteúdo e por isso as informações devem estar prontas, para que “quando este sinta fome, a comida esteja pronta.”

Quando a TV surgiu houve rumores de que o rádio desapareceria, com a internet falou-se que os livros seriam extinguidos. Ao contrário do que se pensa, essas novas ferramentas não vieram  para destruírem uma a outra, mas para integrar-se com todos os outros meios de comunicação.

Todo último domingo do mês acontece no Shopping Metrô Tatuapé o projeto “Domingo Musical” em parceria com a rádio Alpha FM  e quem monstrou todo o seu talento desta  vez foi a cantora Ana Cañas e eu estive lá.
 
No show ela apresentou músicas do seu novo disco “Hein?”, que terá show de lançamento em setembro e também “Amor e Caos” que compõe seu primeiro cd. 

Show Metrô Tatuapé

Eu conheci a cantora a pouco tempo, quando vi seu vídeo clipe “Devolve Moço” que tem um “Q” de jazz, a arte é muito bacana e sua voz e composições mostram que ela realmente é uma ótima cantora.
Confira o vídeo que me encantou http://www.youtube.com/watch?v=X0rzP8gpoCY

 

capi2

Capitães da Areia é um livro escrito por Jorge Amado e narra a história de garotos de rua. Jovens entre 8 e 16 anos não vivem como crianças, mas como homens, pois desde sempre conheceram as malandragens da vida adulta, mas nunca o prazer de uma infância.

Capitães da Areia é o nome dado para o grupo de garotos, considerados marginais por toda a população baiana. Eles são temidos. O nome “Capitães de Areia”, mostra o poder que estes pequenos garotos tinham sobre a cidade.

A história foi lançada na década de 30, mas seu enredo é tão presente que não se confunde com a realidade de hoje, por isso , há fácil identificação com a leitura. Meninos de rua, sem pai e sem mãe tomam conta de si mesmo. Não há quem os proteja e, essa falta de família e os olhos vendados da sociedade, plantam uma semente de ódio em cada um.

O interessante do Capitães de Areia é a união e lealdade do grupo. Eles são como irmãos, uns cuidam dos outros e quem os trair não pode permanecer entre eles. Está é uma questão importante, por mais que eles fossem revoltados, roubam apenas para sobreviver e não por que tinham vocação para isso (apesar de serem bons no que faziam), mas o que todos queriam era o amor de verdade que uma mãe pudesse lhes dar, e isto foi possível com a chegada de Dora, a garota que mostrou para os Capitães o que era o afeto.

Ao ler o livro, em nenhum  momento consegui indentificá-los como marginais, mas é possível notar o quanto a sociedade influência na vida desses garotos. Todos tinham uma vocação: Pintor, Padre, Músico, Empresário… o que falta para esses garotos são oportunidades, a começar na oportunidade de ter um pai e uma mãe dignos de um dar uma boa educação.

Não falo isso apenas dos Capitães de Areia, mas também dos “Generais Urbanos”, “Ditadores do Medo”… qualquer ser que pratique o mal, mas que no fundo sempre deseja o bem.

Passos secos.

Passos secos.

Sebastião Salgado é um fotográfo brasileiro muito reconhecido. Fotográfa a miséria sempre em preto e branco de forma que  as “personagens” não sintam-se humilhadas.  Ele acredita que as imagens coloridas são chocantes e que assim os receptores não param para olhar, por isso fotográfa em sem cores.

Sebastião Salgado produz ícones fazendo uma metáfora da realidade e esse fator característico de sua fotografia quebra o que estamos acostumados a ver.

Ela tem uma mente feliz

Ela tem uma mente feliz

O filme Simplesmente Feliz narra a história de uma personagem complexa, Poppy como gosta de ser chamada. Aos 30 anos é solteira, professora de pré-escola, mora com uma amiga e passa por situações onde a maioria das pessoas ficariam nervosas e tensas, mas Poppy reage as situações sendo “simplesmente feliz”.

O filme mostra um jeito diferente de “encarar” a vida, demonstrando como é possível viver em uma cidade grande, sem deixar ser influenciada pelos problemas causados pela cidade moderna.

É possível notar a ingenuidade da personagem nos momentos em que ela haje totalmente ao contrário de um indivíduo “comum”, como na cena em que Poppy entra em contato com um mendigo. Isso jamais aconteceria na cidade de Londres, onde a história se passa.

Sendo um filme complexo que foge dos padrões hollywoodianos, seu estranhamento é causado pela falta de clichê, tornando cada cena inusitada e surpreendente, conseguindo atingir o telespectador e fazendo com que ao final do filme, sejamos pessoas mais racionais com certas atitudes.

O que acontece com o Irã?

O que acontece com o Irã?

 

Persépolis é uma história narrada em 1º pessoa por Marjane Satrapi que escreve uma autobiografia em quadrinhos, contando a história de sua vida, desde sua infância em Teerã no Irã, à adolescência na Áustria e sua saída definitiva do país.

A personagem desde pequena sempre buscou ser livre e independente. Com um lado revolucionário, teve muita influência da família que contribui com sua formação ideológica.

Marjane sempre teve admiração por grandes conquistadores, não gostava de futilidades e sempre teve muita curiosidade em aprender sobre guerras e revoluções.

Com uma linguagem simples e dinâmica, a autora prende o leitor ao livro, tornando a leitura muito prazerosa.

Com um ar revolucionário, Marjane sempre foi uma personagem diferente, não tinha medo de falar e aprendeu a viver sozinha na adolescência. Tinha uma mente aberta e não obedecia as regras islâmicas, que impuseram uma ditadura no país.

Marjane detestava usar o véu, se achava feia, era um tanto feminista e nunca encontrou alguém com os mesmos ideais que o seu.

Com traços simples, Marjane retrata uma personagem complexa e mostra como é viver em meio a guerra.

Dá um zoom

Dá um zoom

Depois de assistir filme, comendo muita pipoca, talvez lhe poupe e não lhe conte o fim da história.